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Fibras têxteis provenientes de café, leite e laranja. Que tal?

As fibras celulósicas normalmente são extraídas da madeira (como no caso da viscose, lyocell, modal), mas o mercado já está disponibilizando outras fontes de extração, e são elas: leite, laranja e café.
Na teoria, fibras para tecidos podem ser produzidas a partir de qualquer fonte de celulose ou proteína. Muitos testes dessa tese estão sendo feitos ao redor do mundo, e alguns dos desenvolvedores já estão colaborando com estilistas e marcas.

1. Sobras de laranja

Orange Fiber é um empresa sediada na Itália, que detém a patente do processo para transformar subprodutos da produção de sucos cítricos em um fio leve e sedoso que pode ser usado sozinho ou misturado.

Recentemente a empresa criou uma coleção cápsula de roupas  com a marca também italiana Salvatore Ferragamo.

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Imagem Orange Fiber

 

2. Fibra de leite hidratante

A partir da pré-Segunda Guerra Mundial, várias tentativas foram feitas para obter fibras têxteis da caseína da proteína do leite. Mas as tentativas não tiveram sucesso por conta da criação de mofo e um odor azedo quando úmido.

Porém as coisas mudaram desde então. A empresa suíça, a Swicofil, acredita ter desenvolvido uma técnica de fiação úmida que incorpora íons de micro zinco na fibra de proteína do leite, melhorando sua resistência e estabilidade bacteriana. O tecido produzido tem propriedade hidratante para pele de forma semelhante a tomar um banho de leite. As fibras tingem bem e podem ser misturadas ou usadas sozinhas.

Imagem SwicoFil
Imagem SwicoFil

3. Algas skin-friendly

Outra fibra celulósica com bebefícios para pele é a SeaCell, um liocel misturado com pó de algas marrons colhidas nas margens da Islândia. O tecido feito com esse fio é respirável, macio e flexível. As empresas por trás dele – Nanonic Incorporated e Smart Fiber AG – afirmam que nutrientes são absorvidos através da pele de quem o usa.

Atualmente, alguns fabricantes de roupas esportivas estão usando o SeaCell em suas produções, embora exista uma controvérsia sobre quão exata é a rastreabilidade das algas. No entanto, a fibra possui fortes credenciais sustentáveis ​​- é biodegradável, segue um método de processamento sustentável certificado e grande cuidado é tomado na colheita das algas marinhas.

Imagem SeaCell
Imagem SeaCell

4. Soja e café

Um cenário diferente surge com tecido à base de soja. Este tecido macio e com grande durabilidade é fácil de cuidar e já está em uso nos setores de vestuário e decoração.

Como o material de base para vários produtos celulósicos, a soja é submetida a um processamento químico extensivo – principalmente em sistemas de circuito fechado – para criar a fibra, incluindo o uso de formaldeído.

A fibra é feita como um subproduto de alimentos a base de soja, como tofu e shoyu. No entanto, os relatórios sugerem que grande parte da safra de soja utilizada é geneticamente modificada e utiliza intensivamente água e pesticidas.

Inspirado pela capacidade natural da borra de café em absorver o odor, o S.Cafe é um fio desenvolvido pela Singtex Industrial Co. a partir das borras descartadas pelo mercado. O fio S.Cafe é misturado com outros materiais celulósicos e sintéticos para criar tecidos que são de secagem rápida, duráveis, têm capacidade de absorção de odor, além de oferecem proteção UV.

Imagem SCafe Fabrics
Imagem SCafe Fabrics

 

Fonte Common Objective

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