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Está chegando a “nova geração” do algodão!

O melhor de dois mundos: já pensou em unir os benefícios das fibras naturais com os benefícios das fibras sintéticas?

Seria como ter a maciez e o toque natural do algodão, mas sem a necessidade de passar à ferro, por exemplo.

Ou roupas esportivas respiráveis, e o mais importante: sem utilizar petroquímicos na sua composição/produção. Afinal, toda peça de roupa feita com essas matérias primas proveniente do petróleo, acabam soltando microfibras plásticas durante o processo de lavagem que passam diretamente pelos filtros das lavadoras e acabam sendo despejadas em rios e mares, e por não se decomporem, entram na nossa cadeia alimentar.

Que ótimo seria unir a praticidade das fibras sintéticas com o conforto e os tantos outros benefícios das fibras naturais! Parece que logo logo essa será uma possibilidade real <3

As cientistas Dra. Madeline Mitchell, Dra. Filomena Pettolino (#grlpwr), e sua equipe do laboratório australiano CSIRO, estão trabalhando em uma “nova geração do algodão” que seja viável para o consumidor com os benefícios normalmente associados a fibras como poliéster e nylon.

Imagem: https://blog.csiro.au/best-of-both-whorls-cotton-with-the-benefits-of-synthetics/
Imagem: CSIRO

Toda fibra de algodão é uma célula única; e esse grupo de cientistas está trabalhando em entender melhor quais genes e fatores determinam seu comprimento, força e espessura.

Em busca de desenvolver fibras de algodão elásticas, que não amassem (que não necessite passar à ferro), e até mesmo impermeáveis, as pesquisadoras estão cultivando uma grande gama de diferentes tipos de plantas de algodão. Uma delas foi apelidade de “Shaun the Sheep” (Shaun a Ovelha), em razão das suas fibras curtas e densas.

“Estamos também identificando moléculas já existentes na natureza e vendo como podemos introduzi-las nas paredes das células de algodão para modificar a maneira como as fibras se comportam”, explica Dra. Mitchell.

A pesquisa da nova geração do algodão é parte do Synthetic Biology Future Science Platform do CSIRO, um investimento de $13 milhões em ciência que aplica princípios da engenharia na biologia.

Esse estudo é baseado nos mais de 30 anos de produção de algodão do CSIRO em parceria com a Cotton Seed Distributors, e atualmente o algodão australiano é um dos mais eficientes em termos de consumo de água, com variedades que consomem até 85% menos pesticidas e 60% menos herbicidas que seus predecessores.

Enquanto isso vamos acompanhando os progressos dessa pesquisa e torcendo para mais uma alternativa de qualidade para o planeta e para o consumidor!

Fonte: CSIRO

 

 

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