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Jouer Entrevista #13 | Camila Mazzini

Camila Mazzini é produtora, comunicadora e nossa convidada desse mês para o Jouer Entrevista.

Ela coordena um grupo com mais de 40 mil mulheres em rede pelo fortalecimento feminino no mercado de trabalho, o Garotas no Poder, que além dessa união virtual, também promove encontros e eventos regularmente em São Paulo.

Provavelmente você já conhece o Garotas (e aqui você vai poder saber mais sobre o trabalho da Cami), mas se esse não é o caso, aproveita para conhecer djá!

JC – Nós, como mulheres, identificamos algum ou alguns acontecimentos como fatores determinantes para um engajamento maior na causa feminista. Você tem algum “marco” que te aproximou da causa e te tornou ativista ou mais ativista dessa causa?
CM – Eu lembro que a campanha Chega de Fiu Fiu me tocou muito. Essa descoberta é recente, apesar de sempre ter tido atitudes e ideias feministas, não tinha essa noção. As coisas foram ficar claras há pouco tempo mesmo. Acho que a campanha do Think Olga jogou na cara de muita gente o que as mulheres sofriam em silencio e acabou nos unindo.

JC – Como surgiu o Garotas No Poder?
CM – O Garotas surgiu para achar profissionais de profissões ditas masculinas. Como encanador, eletricista. Um dia estava em casa e me dei conta de que a gente, morando sozinha, sempre ficava vulnerável a esse tipo de profissional em casa. então achei que deveriam ter mulheres que faziam isso. Mas o grupo acabou tomando outra forma naturalmente, o que foi ótimo e hoje tem vagas de todos os tipos de emprego.

JC – Hoje, essa comunidade já tem alguns “sub-grupos”, como o Garotas No Poder UK, o que indica uma grande carência dessa união e “ponto de encontro e trocas” entre as mulheres. Como você administra todos eles, quais diferenças e semelhanças que você nota dentro da dinâmica entre as participantes desses novos grupos?
CM – Tenho amigas que me ajudam a administrar o GP UK e o dos EUA. Elas moram lá e seguem a mesma linha de regras que usamos aqui. Acabo não acompanhando tanto, e as demandas são menores, mas rola uma união bem forte. Potencializa o sentimento de pareceria e acolhimento.

JC – No Garotas No Poder – debate, surgem vários casos e discussões interessantes principalmente sobre mercado de trabalho. Você poderia compartilhar alguma discussão que te marcou e que você acha inspiradora para outras mulheres?
CM – Eu posto diariamente matérias com temas ligados a mulheres e mercado de trabalho. Como algumas se destacam, ou como ainda sofremos preconceito. Os posts que geram mais comentários são os de histórias pessoais, de assédio, ou preconceito. Rola uma identificação e uma troca de ajuda e experiências.

JC – Além dos grupos online, o Garotas promove encontros, ações e tem sempre uma novidade por vir. Você poderia adiantar alguma dessas novidades pra gente?
CM – A cada encontro surge uma ideia e uma parceira nova. Quero expandir os formatos, me juntar com outras iniciativas de mulheres, ir pra periferia, descentralizar, para que seja uma união bem plural. Não tenho nada definido, mas a ideia é que sejam mais frequentes e abrangentes.

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