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Jouer Entrevista #12 | Bárbara Mattivy

Chegamos ao número 12 do nosso Jouer Entrevista! Isso quer dizer que já tem um ano que começamos essa ação (uma das nossas preferidas por aqui <3).

Acreditamos muito que esses papos super informais sejam pequenos fatores transformadores porque através deles muitas informações preciosas são compartilhadas. E assim, queremos agradecer à todxs que participaram aumentando o acesso do público à questões que não são tratadas com tanta frequência. Valeu mesmo, galere!

Voltando a programação normal, a nossa convidada desse mês é a Babi (<3), aka Bárbara Mattivy, sócia fundadora da Insecta Shoes, marca de sapatos e acessórios veganos, ecológicos e sem gênero produzidos no Brasil – que amamos!
A marca nasceu no início de 2014, antes disso, ela também teve um brechó online e uma agência de marketing digital. É formada em Administração com pós-graduação em Comunicação de Moda.

Vamos ao bate papo então?

JC – Sabemos que a Insecta já nasceu sustentável. Como surgiu o desejo de trabalhar com moda voltada pra esse propósito?
BM - Eu sempre adorei moda, mas não de maneira afetada ou como uma vítima de tendências. Para os primeiros sapatos que produzimos, naquele caráter experimental do que ainda viria a ser a Insecta, já utilizamos roupas vintages que eu tinha da época do meu brechó. Então parando pra pensar, não é algo que surgiu assim do nada e, sim, que talvez eu já fizesse mas sem a mesma consciência que tenho hoje. Além disso, sem querer parecer clichê ou piegas, eu sempre quis fazer algo que pudesse fazer a diferença, então foi um trajeto natural.

JC – Com o aumento das vendas, como é administrada a proposta de manter pares únicos de sapato?
BM - A criação da nossa linha de estamparia surgiu justamente por conta disso. Ela segue a mesma ideia dos vintages na questão visual: estampas exclusivas. Porém, é feita com tecido de fio de garrafa pet, isso significa que compramos o tecido e estampamos ele. E conforme a aceitação da estampa pelo público, podemos fazer novos pedidos e ele volta para o nosso estoque. A estampa é exclusiva porque é criada pelo nosso time de produto e as pessoas só verão ela aqui, mas temos uma grade maior à disposição.

JC – Além do garimpo de peças a serem transformadas em calçados, vocês utilizam algum tecido sustentável que renda mais pares de uma única matéria?
BM - Sim, um deles é o tecido de garrafa pet reciclada, da linha de estamparia, conforme falei. Além dele também temos o laminado vegetal que é feito de sarja com acabamento de látex natural, o nosso “parece mas não é” e ainda temos a linha de lisos, para eles utilizamos um tecido feito de garrafa pet reciclada com algodão reciclado.

JC – A palmilha e a sola da Insecta foram desenvolvidas por vocês, através dos excedentes de borracha da indústria e têxtil da produção interna. Conta pra gente como vocês chegaram nessa solução.
BM - O nosso time de produto realiza pesquisas de materiais e buscas por fornecedores constantemente. A palmilha foi feita especificamente para a modelagem do nosso sapato e a textura de colmeia dele é uma exclusividade da Insecta. O solado nós compramos em placas de um fornecedor e cortamos de acordo com a modelagem já no processo de produção, todos os resíduos que sobram, nós enviamos de volta para o fornecedor e ele inclui esses materiais na produção de novas palmilhas.
A cor argila do nosso solado foi desenvolvida pela nossa equipe de produto junto com o fornecedor.
Então, de maneira resumida, podemos dizer que o principal desafio está em encontrar fornecedores alinhados ao nosso produto e a solução que procuramos e, a partir daí é um trabalho conjunto.

JC – Qual dica você daria pra quem está se enveredando tanto como consumidor quanto como empreendedor no caminho da sustentabilidade?
BM - Meu principal conselho, tanto para o consumidor quanto para a pessoa que deseja empreender, é estar disposto. Pois é algo que exige muita pesquisa para que você se mantenha informado e atualizado. Mas posso dizer que vale a pena. Além disso, eu também diria para não ficar esperando e sim, para começar com pequenas atitudes. Muitas coisas também são um hábito, então é possível começar por elas. Como ter uma caneca no seu local de trabalho, ao invés de utilizar um copo plástico novo a toda hora. Isso também vale para o empreendedor, ele não precisa de um material nobre ou super tecnológico para criar um produto sustentável. Ele pode criar uma marca a partir de upcycling.

 

E aí curtiu? Ficou alguma dúvida? Conta pra gente ;)

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